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7 de abril de 2011De olho nos sintomas do Parkinson
O diagnóstico precoce do Parkinson favorece o tratamento e a qualidade de vida do paciente
Da Redação
O próximo dia 11 de abril, data em que é celebrado o Dia Mundial de Combate à Doença de Parkinson, é uma excelente oportunidade para alertar a população sobre essa doença, uma das enfermidades neurológicas mais comuns atualmente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 3% da população com mais de 65 anos é portadora da doença – e a estimativa é que esse número dobre até 2040, em decorrência do aumento da expectativa de vida da população. Só no Brasil, pelo menos 200 mil pessoas têm doença de Parkinson, segundo levantamento do Ministério da Saúde.
Caracterizada por alterações patológicas e bioquímicas no cérebro, a doença de Parkinson é degenerativa, crônica e progressiva. Comumente diagnosticada por sinais como tremor de repouso, rigidez muscular, diminuição da velocidade dos movimentos e distúrbios do equilíbrio e marcha, sabe-se hoje que a doença de Parkinson pode ser responsável também por alterações em diferentes áreas do sistema nervoso, acarretando sinais e manifestações variadas que ainda são pouco associadas à doença, como depressão, diminuição do olfato, transtornos comportamentais do sono REM (quando o paciente interage com o sonho de forma agressiva), diminuição da memória etc.
Recentemente, um estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina Veterinária da USP veio somar a esses sintomas outros igualmente importantes. Segundo a pesquisa, os tremores podem não ser os primeiros sinais da doença, já que o levantamento constatou que há possibilidade da doença de Parkinson ter origem periférica, ou seja, nas células nervosas presentes em vários órgãos do corpo. Até então, sabia-se que a doença resultava de uma diminuição significativa da produção de dopamina (substância química que facilita transmissão de estímulos entre células nervosas) numa região do encéfalo conhecida como substância negra. É a redução na produção da dopamina que acarreta os principais sintomas e sinais motores.
Com esses novos dados, manifestações como incontinência urinária, insuficiência cardíaca e disfunções intestinais merecem atenção especial, principalmente se o paciente tiver histórico de doença de Parkinson na família.
“A natureza, a gravidade e a progressão dos sintomas e sinais variam muito de um paciente para outro. Não é possível antecipar quais deles poderão afetar determinado paciente com doença de Parkinson, assim como a intensidade de suas manifestações”, alerta Henrique Ballalai Ferraz, neurologista da Universidade Federal de São Paulo.
Diagnóstico precoce é essencial
Diante de todas essas possibilidades, é importante que qualquer dessas manifestações seja levada em consideração, principalmente por aqueles com mais de 60 anos. O diagnóstico precoce é essencial para o sucesso do tratamento, que deve ser iniciado o quanto antes. O neurologista pode diferenciar se os sintomas são da doença de Parkinson ou de outras doenças neurológicas através de minuciosa avaliação clínica e, se necessário, com exames complementares como tomografia de crânio e ressonância magnética, e assim propor o melhor tratamento para cada caso.
O tratamento mais comum e eficaz para a maioria dos casos de doença de Parkinson atualmente é o farmacológico, ou seja, o que utiliza medicamentos que aliviam os sintomas por meio de medicações que substituem a dopamina. Uma das substâncias mais antigas usadas no tratamento é a levodopa, que, embora tenha eficácia inquestionável no tratamento sintomático da doença, pode desencadear, com o passar do tempo, reações bastante limitantes, como movimentos involuntários anormais (discinesias), se for usada por um longo período e geralmente em doses crescentes.







