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Hidroterapia

A saúde que vem das águas

A água é um dos principais elementos da natureza humana e da natureza da própria Terra. Assim, não é preciso lhe dizer mais para que se compreenda o quanto ela é fundamental a nossa saúde, a nossa vida. Seus efeitos terapêuticos são conhecidos desde os tempos mais remotos. Segundo o Ayurveda, a medicina tradicional da Índia e a mais antiga de que se tem notícia, a água, como um dos cinco elementos da natureza, possui um tipo de energia vital chamado prana (que também se encontra na terra, no ar, no fogo e no éter).

Entre as qualidades dohttp://174.120.239.162/~webfo167/wp-admin/post.php?post=60&action=edit prana está a capacidade de energizar o organismo, tornando-o mais saudável e vibrante.

No Ocidente, já na Roma Antiga, os balneários ou termas (como eram conhecidos) ganharam um lugar de destaque na vida e na saúde dos cidadãos. E passaram para a história, não só como ponto de encontro obrigatório, uma espécie de “bastidor político”, mas ainda como grandes monumentos arquitetônicos graças a sua beleza e a suas dimensões generosas. O mais famoso foi construído nos arredores de Roma, por Caracala, que governou o império romano entre os anos de 188 e 217.

São as Termas de Caracala, cujas ruínas hoje nos deixam entrever o quanto esse balneário foi importante há quase dois mil anos atrás.

A água “leve” e a água “pesada”

Existe na natureza um tipo de água rica em deutério, elemento que substitui o átomo de hidrogênio na molécula de água, tornando-a mais “pesada”; trata-se de um isótopo do próprio hidrogênio que, por ser mais denso, impede as reações químicas que ocorrem na água comum ou “leve”. Experiência na Rússia apontaram que, em certas regiões do planeta, onde a água é mais leve, ou sem deutério, as pessoas vivem muito mais e são menos sujeitas a doenças.

A água comum, ou pobre em deutério, deve ser chamada mais apropriadamente de “água viva”, mesmo que esteja guardada em reservatórios, o que empobrece de oxigênio livre, e contenha traços de poluentes. O teor de deutério é determinado pela composição geológica do terreno ou da região onde a água é encontrada ou de onde ela provém. Às vezes, mesmo a água pura e cristalina de uma nascente pode ser pesada devido à presença inconveniente do deutério.

Existem análises complicadas para se avaliar uma amostra de água, ou seja, para saber se determinada água é leve ou pesada; trata-se de uma técnica especializada, difícil e onerosa. Há, porém, um recurso simples, caseiro, que permite saber se a água e leve ou pesada e que, ao mesmo tempo, permite separar uma da outra: por meio do gelo comum. Ao congelarmos completamente a água, transformando-o a num bloco de gelo, podemos notar que há uma parte completamente cristalina e, por vezes, uma outra, esbranquiçada, que se localiza no centro do cubo de gelo. Na primeira, esta a água pobre em deutério, portanto leve e salutar; a segunda, esbranquiçada, é composta por água rica em deutério, ou pesada e prejudicial. O ideal seria congelar grandes blocos de água e separar a parte cristalina da parte esbranquiçada ou translúcida, por meio de um descongelamento parcial onde se rejeita a parte relativa à água rica em deutério, mas central. Esta água poderia então passar para um filtro especial, de carvão ativado, que se pode preparar em casa.

Assim, seria possível obter água de boa qualidade vital. De qualquer modo, o gelo doméstico pode ser útil para se realizar um diagnóstico da água que normalmente ingerimos desavisadamente: se ela contiver maior quantidade de área central branca, estaremos lidando com água pesada; mas, se o nosso gelo for bastante cristalino, então a água em questão será leve e viva, sem necessidade de se separar as duas parte pelo processo do degelo parcial.

Créditos: http://www.gerolimich.hpg.ig.com.br

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