Especiais - Reportagens
13 de setembro de 2010Prontos para a corrida
Projeto que revelou a velocista Bárbara Leôncio pode espalhar-se pelo país
Diego Santos
Participar de uma Olimpíada é o sonho de todo atleta. No Rio de Janeiro, cerca de 600 jovens e adolescentes que participam do Instituto Lançar-se para o Futuro alimentam todos os dias este sonho. O projeto que existe há 28 anos e é comandado pelo professor Paulo Servo em Curicica já revelou talentos como a velocista Bárbara Leôncio e vai ganhar sedes por todo o país.
As lágrimas da atleta na Dinamarca renderam frutos. Foi a partir delas que empresários se interessaram em investir no Instituto Lançar-se para o Futuro. O novo patrocínio, oficializado na última semana, no Rio de Janeiro, também permitirá que o projeto seja implementado em outros estados do Brasil.
O projeto social já beneficiou cerca de quatro mil crianças. Bárbara Leôncio, de 19 anos, faz parte do grupo há 10 anos. “Antigamente, a gente não tinha nada. Nós não tínhamos nem tênis, e a estrutura para treinar era precária. Muita coisa melhorou nos últimos anos, mas até hoje a gente ainda sofre com a falta de material”, disse Bárbara, campeã mundial juvenil nos 200m.
Líder do projeto, o professor Paulo Servo está otimista com chance de beneficiar cerca de cinco mil crianças de outros estados, além do Rio de Janeiro, até 2016. “ Hoje é o dia mais feliz da minha vida. Agora, a nossa jornada vai ser muito mais segura, forte e produtiva. E a notícia de que a gente vai se multiplicar pelo Brasil é excelente”, afirmou.
O evento que marcou esta nova etapa do Instituto Lançar-se para o Futuro também contou com emocionantes homenagens a dois ícones do atletismo brasileiro: Aída dos Santos e Vicente Lenílson, que chegou a fazer parte do projeto em 96. “É muito bom voltar para casa. Eu agradeço ao Paulo por ser perseverante, por ser insistente para me fazer chegar aonde cheguei. Ele sempre me incentivou a ser um grande homem”, disse Vicente Lenílson, que agora voltará a integrar a equipe comandada por Paulo Servo.
Correndo por um sonho
Marcele Santos tem 15 anos e integra o projeto desde os 11 anos. A adolescente que sempre gostou do esporte e acredita que é a melhor forma de não estar fazendo coisas erradas. Ela diz que no projeto os alunos recebem almoço, café e janta e ainda, há alunos que dormem nas dependências do Instituto.
Um sonho de Marcele é participar das Olimpíadas de 2016. “Estaremos em casa, e se a chance aparecer, vou querer estar lá”, diz. Para ela os exemplos são, Bárbara Leôncio e o Jeferson, campeão sul-americano.








